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A Maratona de Curitiba está chegando....

A Maratona Internacional de Curitiba esta cada vez mais próxima e o ciclo de treinamento vem dificultando semana a semana, testando a resistência física e psicológica dos atletas. Somente os mais fortes resistirão.

A rotina diária de trabalho, encontros familiares, as horas de sono e a alimentação se modificaram devido a essa meta estabelecida de no dia 22 de novembro terminar os 42.195m correndo.

Os bravos maratonistas e aspirantes a tal, devem agora passar a barreira dos 30km num treino. Ultrapassar os 30km sem dúvida o deixará mais confiante de que irão terminar a prova, por isso é hora de testar!

Testar a kilometragem e a alimentação a ser utilizada no dia anterior a prova em um desses treinos mais longos, testar a suplementação a ser utilizada antes e durante a prova, e vou mais além, testar roupas, calçados, meias vaselina ou não, ou seja, devemos fazer dos longos de 30km ou mais uma competição a parte.

Outro fator muito importante principalmente no segundo ou terceiro treino que ultrapasse os 30km é correr no ritmo que se pretende correr no dia da prova! Importante lembrar aqui que as cargas (entendidas na relação intensidade x volume) devem cair próximos a prova, por isso o ultimo longo deve ocorrer no máximo a 2 semanas da prova, entretanto 3 semanas parece ser o ideal.

Um ritmo constante e real a sua condição é imprescindível quando iremos correr os 42km da maratona, evitando que haja uma quebra no ritmo e no fornecimento de energia, assim o risco de ocorrer a depleção total de glicogênio muscular (forma como o carboidrato é disponibilizado na corrente sanguínea).

A glicose por si só não é o substrato ideal para fornecimento de energia durante a Maratona, sem dúvida é o mais importante (por isso da suplementação com bebidas carbohidratadas ou géis de carboidrato) porém estudos com base na taxa de consumo de oxigênio (VO2) com maratonistas de elite mostrou que o substrato glicogênio mesmo armazenado no seus níveis máximos manteria esses atletas na atividade por no máximo 100 minutos, aí então entra a gordura (triglicerídios) que de forma mais lenta é consumida gradativamente pela atividade.

Essa gordura será transportada e disponibilizada no sangue como ácido graxo, o problema é que ele utilizado numa taxa igual a 50% da energia por minuto em comparação ao glicogênio, por esse motivo a suplementação com bebidas que contenham o carboidrato é mais que importante. Ainda mais se tratando de maratonistas amadores que passarão muito mais que 2h10, 2h20 correndo como os da elite.

Caso essa quebra venha a acontecer o ritmo deverá cair 50% do ritmo anteriormente empregado, garantindo que pelo menos termine a prova, claro se isso não ocorrer em problemas a saúde!

Escutar os sinais que o corpo nos dá é de fundamental importância para o corredor, pois assim a adequação ao período do treinamento e as cargas aplicadas podem ser remanejadas. Devendo sempre colocar na balança que tipo de treino e quanto de volume acumulado durante um microciclo (período igual a 1 semana de treino) estas a fazer, sempre pensando em quantas semanas faltam para a prova.

Terminar a Maratona de Curitiba inteiro deve ser a preocupação de cada um, evitando semanas ou até meses parados por culpa de uma lesão muscular, óssea ou ainda complicações mais sérias só porque você “TEM” que terminar os 42k! Não caia nessa! Você terá outras oportunidades de cumprir com esse objetivo!

Estou a disposição para tirar dúvidas e dar uns pitacos quanto a essa reta final de preparação. 

Murilo Ugolini Klein - Coordenador Técnico V8 Assessoria Esportiva

Contato: v8assessoria@gmail.com

CREF 014939 – G/PR

 
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